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    Esporte
    JOÃO VÍCTOR TORRES: Repórter do Jornal O Diário e autor das matérias especiais do Baú do Futebol Amador. KELVIN KELLER: Editor de Esportes do Jornal O Diário.


    Todas as quartas-feiras, o Diário trará nas suas páginas, algumas das boas histórias envolvendo os clubes amadores da região. Por aqui, você também terá acesso ao conteúdo destas matérias especiais.


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    Publicado em - 07/09/2017 10:04:11
    A paixão pelo Grêmio criou uma equipe de futebol em Ivoti
    Kelvin Keller
    Marinho Staudt, há 22 anos, dedica-se ao clube de coração
    Ivoti – O Tricolor, de Porto Alegre, foi a inspiração para um grupo de ivotienses vestirem azul, branco e preto no fardamento com listras verticais. A paixão pelo Grêmio explícita desde o escudo da equipe, que é praticamente idêntico, foi o que serviu para colocar um grupo de irmãos, em conjunto com alguns amigos, para fundar a equipe que, no mês de abril de 2018, celebrará 50 anos. Por conta disso, surgiu no bairro Feitoria Nova, o Tricolor de Ivoti. “Todos que começaram a equipe eram gremistas fanáticos e, por conta disso, exigiram esta camiseta”, contou Marinho Staudt, irmão de um dos fundadores da equipe e, atualmente, o responsável por cuidar de toda a estrutura do Tricolor. Por vezes, Marinho deixa de lado o seu próprio trabalho de construtor ou os momentos de lazer com a família para fazer uma manutenção necessária no campo, cortar o gramado ou, até mesmo, organizar os bailes e almoços que são servidos para os demais times que locam o espaço para jogar futebol aos fins de semana. Esta história, aliás, perdura por 22 anos. Os demais colegas e companheiros de time reconhecem seu esforço e dedicação, por isso, pedem que ele não se afaste do clube.

    O COMEÇO
    O clube surgiu no final da década de 60, com a força de vontade dos familiares de Marinho Staudt que, inicialmente, focaram em conseguir uma sede para que pudessem jogar. O incentivo e pontapé para que fosse dada a largada para o crescimento do Tricolor aconteceu dentro de casa. “Meus irmãos participaram ativamente da fundação do time, mas não tínhamos nada. Meu pai cedeu um terreno de suas terras e ali começou a equipe, isto no ano de 1968”, explicou Marinho.



    OS BONS TEMPOS
    Dos tempos áureos do futebol no interior até a atualidade, muita coisa mudou. Além disso, as despesas elevadas encareceram a participação em competições regionais. O Tricolor ivotiense precisou se adaptar e o clube de tantas glórias e conquistas, atualmente, se reúne apenas quando tem pela frente as competições oficiais para disputar. A falta de uma competição municipal de futebol forte e com vários clubes participantes entristece Marinho, que sente saudade dos estádios cheios e da presença da torcida no gramado. “Antigamente, era mais fácil montar uma equipe. Com duas ou três famílias, conseguíamos fazer um time completo e sobrava até gente do banco de reservas”, detalhou.

    EM CAMPO

    “Dentro de campo, os títulos na várzea me marcaram muito. Participei de três destes campeonatos, especialmente nos anos de 2006, 2007 e 2010. Foi fantástico e nós fizemos muita festa”, contou sorridente. Além disso, as boas amizades e as taças que estão expostas no salão social do Tricolor são apenas algumas das recordações dos times que fizeram sucesso. Entretanto, não são apenas as faixas ou troféus que ajudam a contar esta história. Inúmeras fotos, seja no mural com registros desde a fundação, até com as formações que levantaram os últimos títulos do Tricolor.




    O ATACANTE

    A posição de Marinho era no ataque, tendo como a sua principal característica a velocidade. “Sempre gostei de jogar na frente”, disse entusiasmado. A força do grupo era tão grande, que potencialidade para que os atletas seguissem na carreira profissional existia. “Ninguém quis seguir profissionalmente, mas condições técnicas, muitos tinham”, concluiu Marinho.

    DÍVIDA NO BANCO

    Um dos momentos emblemáticos na história do Tricolor ocorreu no ano de 2006. Um forte temporal ocasionou a queda do telhado da área em que se encontra o pavilhão social do clube. Para começar a reconstrução do local, além do apoio dos amigos, Marinho Staudt precisou ir até o banco para fazer um empréstimo em seu nome como forma de recomeçar as obras para a colocação de uma nova cobertura do salão. Com os olhos repletos de lágrimas e uma voz embargada, Marinho relembra a situação delicada que precisou atravessar. “Isso nos quebrou financeiramente, ficamos completamente sem dinheiro algum, mas conseguimos superar este episódio difícil e queremos fazer ampliações no campo”, adiantou. As obras para ampliação do pavilhão estão em andamento, a ideia da diretoria será dobrar a capacidade do salão e, com isso, realizar mais festividades.

    A ROTINA
    Como o Tricolor retoma sua rotina de treinos e jogos apenas para as competições de futebol da região, durante os demais períodos do ano, o lucro para custear as despesas de manutenção são oriundas do aluguel do campo para os clubes que jogam aos fins de semana. Esta, atualmente, é a principal receita do clube já que o Tricolor não possui quadro social.

    FAMÍLIA PEGA JUNTO
    Nos eventos organizados pelo Tricolor, especialmente aqueles voltados a levantar fundos para manter o clube de pé, Marinho conta com a parceria da família e dos amigos. “Minha esposa vem para cá, me ajuda, outras pessoas também trabalham voluntariamente e, este dinheiro, usamos na manutenção do campo”, disse Marinho Staudt. 
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