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    Esporte
    JOÃO VÍCTOR TORRES: Repórter do Jornal O Diário e autor das matérias especiais do Baú do Futebol Amador. KELVIN KELLER: Editor de Esportes do Jornal O Diário.


    Todas as quartas-feiras, o Diário trará nas suas páginas, algumas das boas histórias envolvendo os clubes amadores da região. Por aqui, você também terá acesso ao conteúdo destas matérias especiais.


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    Publicado em - 27/09/2017 08:26:16
    De Morro Reuter ao Olímpico, a história que orgulhou uma geração
    Divulgação
    Primeira equipe de futebol amador do Esporte Clube Morro Reuter

    Morro Reuter – O futebol mexe com as paixões, aguça as rivalidades e envolve atletas, torcedores e dirigentes que dedicam suas vidas a trabalhar pelos clubes. Profissional ou amador, isto pouco importa, fica na história tudo aquilo que foi construído durante anos de esmero. No município de Morro Reuter, por exemplo, o ano de 1973 – quando a cidade ainda nem tinha se emancipado oficialmente – surgia o Esporte Clube Morro Reuter. Com seu próprio campo para sediar os jogos, o time começou a trilhar uma trajetória que, em pouco tempo, alcançaria seu ápice. Atletas amadores, 10 anos depois, atuando no mesmo gramado que craques da história gremista. Foi assim que a história aconteceu. Afinal, no começo da década de 80 – um dos momentos mais vitoriosos do Grêmio, quando venceu o Campeonato Brasileiro de 1981, a Libertadores e o Mundial, ambos no ano de 1983 – o Morro Reuter conseguiu a classificação para o quadrangular final do Campeonato Estadual de Amadores. Naquele momento, o Rio Grande do Sul tinha cerca de 200 equipes disputando esta e outras competições. Ou seja, o clube alcançou a possibilidade de disputar a sua Copa do Mundo. “Os jogos foram na sexta, sábado e domingo, no Estádio Olímpico”, contou o volante Ronei Feltes, um dos integrantes desta campanha histórica. “Caímos fora na primeira fase, conseguimos a vaga pela repescagem e, mesmo assim, conquistamos o terceiro lugar no Estadual”, completou. Entretanto, o fato de jogar num espaço com dimensões oficiais pode ter sido um complicador para a equipe na opinião do jogador. “Nosso time era muito forte, mas estávamos acostumador a atuar em campos menores, com mais jeito de 'caldeirão' e isto nos prejudicou”, explicou Ronei.

    Kelvin Keller
    Nome por nome, Ronei conta o nome dos antigos companheiros de time

    TIME BRIGADOR

    Alguns anos mais tarde, o Esporte Clube Morro Reuter bateu na trave mais uma vez na disputa do Estadual de Amadores. A equipe ainda conquistou um vice-campeonato disputando o título contra o Vila Rosa, de Dois Irmãos. Porém, os resultados alcançados são motivos de muito orgulho, especialmente pelo que representava a equipe dentro da comunidade. Ronei ainda lembra

    das demais conquistas do time e dos inúmeros títulos municipais levantados pelo Morro Reuter. Porém, o trunfo para as vitórias também estava fora das quatro linhas. “A amizade que formamos foi algo marcante, porque nosso time era muito unido”, relatou.


    RESPIRAVA FUTEBOL

    A localidade de Morro Reuter, nas décadas de 70 e 80, respirava futebol. O surgimento da equipe aconteceu para, inicialmente, oferecer uma oportunidade de lazer e integrar os amigos. Porém, nesta época, o amor pelo futebol – especialmente aos times amadores - não era apenas uma exclusividade do time local. “Jogar contra o Sete, Vila ou Ivoti era tudo que nós queríamos. Só se falava nessas partidas e tinha muita provocação entre os clubes, porque a torcida também lotava os estádios”, detalhou Ronei Feltes. Outro aspecto que, segundo o ex-jogador do Esporte Clube Morro Reuter, colaborava para a devoção aos clubes, justamente trata-se do fator “amor à camiseta”. Ele lembra com saudosismo que as equipes possuíam preponderantemente jogadores das suas comunidades. “O bacana da rivalidade é torcer pelos amigos, independente do time que defenda”, justificou.


    DEDICAÇÃO

    As boas lideranças são fundamentais para a retomada do futebol amador na região. Porém, com o passar do tempo, as prioridades na vida dos integrantes das equipes vão se alterando e, para que os clubes não padeçam, é importante a participação de mais pessoas. “É um compromisso muito grande, precisa sempre estar em contato com o grupo, por isso, eu louvo sempre pessoas como o João Heylemann, que se dedicam tanto e abrem mão das suas coisas”, destacou. “É preciso de alguém que tome a frente, não tem outra forma”, resumiu Ronei Feltes.

    Uma das formações importantes na história de 44 anos do clube
    Divulgação

    O CAMINHO DO JOGO

    Contando com poucos recursos, os atletas do Esporte Clube Morro Reuter contavam com a ajuda dos companheiros e, também, da própria torcida para fazer os deslocamentos até as cidades das partidas. “Poucos tinham carro, lotávamos os veículos disponíveis e partíamos para os jogos”, relatou o volante Ronei Feltes. Afinal, o que mais importava era jogar futebol e a maneira encontrada para se chegar nos estádios do interior era secundária. “Às vezes, chegávamos nos campos com 4 atletas dentro de um fusca, por exemplo”, complementou. Dentro destas histórias, um dos “apoiadores” era o Gringo, neste período, trabalhava como taxista e também ajudava. “Ele tinha um táxi, no caso, era um Fiat 147, e lá, cabiam mais alguns jogadores”, acrescentou Ronei.


     RECORTES

    A história de parte das boas campanhas do Esporte Clube Morro Reuter está guardada em uma pasta com diversos recortes de jornais, que auxiliam a contar parte da vitoriosa trajetória da equipe. “São vários recortes e pertencem a um ex-jogador, com os jogos, classificação e demais equipes que disputavam as competições nesta época”, relatou o tesoureiro Marcos José Bellon da Silva. Além disso, Marcos tem uma relação de poucos anos com a equipe, mas entende que é preciso seguir trabalhando para que, futuramente, o clube volte a crescer. “Precisamos nos envolver e manter a sociedade ativa é uma forma de trazer mais pessoas”, comentou.

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