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    COLUNA
    Publicado em - 13/11/2017 09:37:48
    Nova Petrópolis
    Por: Bianca Garcia
    REFORMADOS
    Desde o dia 11 de novembro, a nova lei trabalhista entrou em vigor no país. Um certo desespero do presidente Michel Temer (PMDB) até que a mesma fosse aprovada, entre outras justificativas pelo desemprego nacional, com então 13 milhões de desempregados. Desta forma, com a reforma, novas vagas apareceriam no mercado de uma forma mais facilitada, para o empregador. Já que agora, as coisas passarão a ser resolvidas “internamente” por intermédio de acordo empresa x empregado.
    As novas jornadas de trabalho de 12 horas, a terceirização, as horas extras, contratos por hora e os tais acordos coletivos são estimados em 1,5 milhão de empregos novos (o que fará o desemprego cair em 1,4 ponto percentual, segundo pesquisas – o que comparado aos 14% de desemprego). Contudo, a própria renda do trabalhador é tida como incerta, mas com grandes chances de queda, já que o respaldo trabalhista do mesmo está nas mãos de quem o contrata, e do outro lado, o lucro das empresas estará mais garantido, já que perante à Justiça, as possibilidades de processos é menor que a do que o interesse do trabalhador em entender seus “direitos”.
    Seria o fim da classe média?
    HÁ QUEM DIGA QUE
    Assim, o trabalhador deixa de colaborar com os sindicatos (já que, sindicalizados ou não), antes, era descontado um dia de salário do trabalhador, e agora é opcional. Há quem pense que isso é horrível, “pois onde já se viu dar dinheiro para sindicatos filiados ao (vamos colocar um nome meramente ilustrativo) capeta?!”. Claro, agora esse dinheiro e a relação com as categorias ficam cada vez mais enfraquecidos, mais do que já são, e cada vez a situação de desenha para uma terra de olho por olho, dente por dente, um por um, seja o que Deus quiser e viva a individualidade.
    Será mesmo que essa reforma visa as novas oportunidades de emprego do trabalhador ou as formas mais fáceis de ter um funcionário barateado junto às empresas? Importa acabar com o desemprego, ou empregar de qualquer jeito para quem realmente lucra com isso? Eu não sei vocês, mas nem com sete anos eu acreditava em conto de fadas.
    EM NOSSA REALIDADE
    Mesmo com dados de 2010 do IBGE, vale a reflexão do que o município possui desde então (claro, também vale considerar que muitas coisas mudaram de lá para cá, né?). Dos estimados 20.675 habitantes para este ano (2017) – em 2015, 8.945 pessoas estavam empregadas (cerca de 43,8%), o que não é algo negativo, visto que apenas 2% das pessoas com idade para trabalhar não estão empregadas. Contudo, 70% da receita municipal é oriunda de fontes externas (como no turismo e as atividades industriais que criam estes serviços) o que nos coloca novamente na mão do empregador. Ainda com dados da Secretaria da Fazenda, de 1º de janeiro a 31 de agosto deste ano, 198 novos cadastros de pessoas jurídicas foram abertos e 185 encerrados, um saldo em 13. O que será que aumentará a partir daí?


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